
Não são raras às vezes em que vemos alguém, fazer estripulias espirituais, na tentativa de justificar alguma atitude tomada precipitadamente, e por isso comete erros ainda mais graves, veja essa história...
O povo Hebreu sempre esteve sob o domínio pessoal de Deus, sendo inclusive considerado nação particular do eterno, mas como não podia ser diferente o ser humano nunca está satisfeito com o que tem, isso parece partir dessa nossa natureza de busca pelo desconhecido, de experimentar alguma coisa nova que gere em nós um sentimento ou uma sensação diferente. Foi o que aconteceu com o povo de Israel. Se querem um rei, bom ...Eu vos darei um rei. Escolhido dentre os jovens valentes e de boa aparência de toda a nação, Deus manda Samuel ungir “SAUL” rei de Israel.
A trajetória de Saul a frente da nação israelita parecia majestosa, afinal Deus os havia feito sair da escravidão do Egito, guiado pelo deserto sob cuidado pessoal do próprio Deus, entregado em suas mãos os seus inimigos e os feito habitar na terra que havia jurado aos seus pais.
Porem como já diz o velho ditado “grandes poderes, trazem grandes responsabilidades”. Deus exaltara o jovem rei Saul, mas ele também exigia obediência e subordinação a suas ordens. O episódio relatado em
I Samuel 15.22, “Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros”, essa repreensão de Samuel nos dá uma idéia da tentativa desastrosa e mal sucedida de Saul em querer persuadir Deus a aceitar uma oferenda já rejeitada pelo Senhor, quando na verdade tudo o que Deus queria naquele momento era a obediência ao seu mandado, Saul além não fazer o que Deus lhe mandara intentou em se justificar em um sacrifício tolo e inútil.
Precisamos entender que Deus rejeita muitas vezes o nosso sacrifício não porque ele é intransigente ou mal agradecido, mas porque ele não admite o sacrifício por meio de rituais hipócritas, ao contrário ele deseja ver o nosso amor e obediência a sua palavra.
Os sacrifícios eram na sua essência demonstrações da restauração do estado de comunhão do homem com Deus. Mas se o coração dessa pessoa estivesse não estivesse verdadeiramente arrependido, toda essa cerimônia se tornaria vazia e sem valor algum.
Faço aqui minhas as palavras do Evangelista Irmão João Placoná (www.webartigos.com), quando afirma: Deus odeia a adoração daqueles que o fazem apenas por exibição. Se estivermos em pecado, mas usamos rituais e tradições religiosas para dar a impressão de que somos bons, Deus desprezará a nossa adoração e recusará o que lhe oferecemos. Ele deseja corações sinceros e não o louvor dos hipócritas. Ao adorar na Igreja, será que você está mais preocupado com sua imagem ou com sua atitude para com Deus?
Deus não se satisfaz com ofertas; Ele deseja que façamos o que é correto, amemos a misericórdia e caminhemos humildemente.
Hoje ainda é melhor a obediência do que o sacrifício.
Presbitero Fábio Freitas