segunda-feira, 20 de julho de 2009

OBEDECER É MELHOR DO QUE SACRIFICAR



Não são raras às vezes em que vemos alguém, fazer estripulias espirituais, na tentativa de justificar alguma atitude tomada precipitadamente, e por isso comete erros ainda mais graves, veja essa história...

O povo Hebreu sempre esteve sob o domínio pessoal de Deus, sendo inclusive considerado nação particular do eterno, mas como não podia ser diferente o ser humano nunca está satisfeito com o que tem, isso parece partir dessa nossa natureza de busca pelo desconhecido, de experimentar alguma coisa nova que gere em nós um sentimento ou uma sensação diferente. Foi o que aconteceu com o povo de Israel. Se querem um rei, bom ...Eu vos darei um rei. Escolhido dentre os jovens valentes e de boa aparência de toda a nação, Deus manda Samuel ungir “SAUL” rei de Israel.

A trajetória de Saul a frente da nação israelita parecia majestosa, afinal Deus os havia feito sair da escravidão do Egito, guiado pelo deserto sob cuidado pessoal do próprio Deus, entregado em suas mãos os seus inimigos e os feito habitar na terra que havia jurado aos seus pais.

Porem como já diz o velho ditado “grandes poderes, trazem grandes responsabilidades”. Deus exaltara o jovem rei Saul, mas ele também exigia obediência e subordinação a suas ordens. O episódio relatado em I Samuel 15.22, “Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros”, essa repreensão de Samuel nos dá uma idéia da tentativa desastrosa e mal sucedida de Saul em querer persuadir Deus a aceitar uma oferenda já rejeitada pelo Senhor, quando na verdade tudo o que Deus queria naquele momento era a obediência ao seu mandado, Saul além não fazer o que Deus lhe mandara intentou em se justificar em um sacrifício tolo e inútil.

Precisamos entender que Deus rejeita muitas vezes o nosso sacrifício não porque ele é intransigente ou mal agradecido, mas porque ele não admite o sacrifício por meio de rituais hipócritas, ao contrário ele deseja ver o nosso amor e obediência a sua palavra.

Os sacrifícios eram na sua essência demonstrações da restauração do estado de comunhão do homem com Deus. Mas se o coração dessa pessoa estivesse não estivesse verdadeiramente arrependido, toda essa cerimônia se tornaria vazia e sem valor algum.

Faço aqui minhas as palavras do Evangelista Irmão João Placoná (www.webartigos.com), quando afirma: Deus odeia a adoração daqueles que o fazem apenas por exibição. Se estivermos em pecado, mas usamos rituais e tradições religiosas para dar a impressão de que somos bons, Deus desprezará a nossa adoração e recusará o que lhe oferecemos. Ele deseja corações sinceros e não o louvor dos hipócritas. Ao adorar na Igreja, será que você está mais preocupado com sua imagem ou com sua atitude para com Deus?
Deus não se satisfaz com ofertas; Ele deseja que façamos o que é correto, amemos a misericórdia e caminhemos humildemente.
Hoje ainda é melhor a obediência do que o sacrifício.

Presbitero Fábio Freitas

quarta-feira, 15 de julho de 2009

QUAL É A IGREJA IDEAL?


Fico pensando, o que será a igreja ideal ou correta...

Nos mais variados meios de comunicação, vejo e até padeço com a oportunidade de ouvir que as “Assembléias de Deus no Brasil”, prestes a completar seu primeiro centenário, está impregnada com as práticas tidas como: “proselitismo, ufanismo, coronelismo”(Site: Cristianismo Hoje, Uma Igreja do Tamanho do Brasil, comentários vinculado à matéria, 07/jul/2009), e até comparações bizarras com partidos políticos, dentre outras que aqui me reservo o direito de não citar.

Volto aos primórdios da história da AD em nosso país, e fico a pensar, o que diriam Daniel Berg e Gunnar Vingren, se vissem a disputa exacerbada que se instalou no seio de nossa igreja nos últimos anos, essas competições por cargos, lideranças, títulos, tornaram-se tão constantes e visíveis, que já chegam à beira do ridículo, e nós que a tudo vemos...?

O que mais me preocupa diante dessa situação é a total falta de sensibilidade para lidar com essas questões, demonstrada pela liderança nacional da Igreja (CGADB), os fatos decorrentes da última Convenção Geral, ocorrida na Serra/ES, precedida de processos judiciais, liminares, revela que todo o know-how, adquirido pela assembléia de Deus, no decorrer desses quase 100 anos, como uma igreja evangelizadora, que valoriza o ser humano e busca até as últimas conseqüências o seu resgate do estado miséria e perdição, seja nos grandes centros, nas favelas, nos sertões ou interior das regiões mais remotas das florestas brasileiras, tem sido deixado de lado, por questões pessoais, interesses próprios e egoísmo.

Endosso as palavras do irmão Rafael Ferreira, um dos comentaristas à matéria do site Cristianismo Hoje, onde expressa com veemência, que acima de qualquer problema que a nossa igreja venha ter, está o comprometimento de homens e mulheres de Deus, os quais alguns deixam tudo, até mesmo uma vida sossegada financeiramente, para viver o ide de Jesus Cristo, isso porque, apesar de tudo que possam dizer que somos, o que definitivamente não somos e a história da AD no Brasil mostra isso, é uma igreja de Elite, que só busca os grandes centros ou escolhe uma região pela sua renda per capta, porque para nós onde existir uma pessoa precisando de Deus, existirá também um campo missionário em potencial e precisa ser cuidado.

Que a Assembléia de Deus no Brasil, essa igreja vibrante, comprometida com a palavra e acima de tudo missionária, encontre a dose certa para os seus percalços.

Por Presbítero Fábio Luis de Freitas